segunda-feira, 12 de abril de 2010

ANIMAIS INCOMPREENDIDOS - PARTE 1

Olá!

Hoje, dia 12/04/2010, lançamos em nosso blog uma sequência de colunas de autoria de nossos associados. Publicaremos textos de diversos assuntos relacionados ao meio ambiente e sua preservação. Mais uma maneira de mostrar a todos como é fácil e divertido viver em harmonia com a natureza e utilizar de maneira sustentável seus recursos.
A coluna de estréia, "Animais incompreendidos", é de nosso colaborador, Fernando Carvalho da Rosa.

O GAMBÁ

Semana passada, me deparei com uma situação que, ao meu modo de ver, é bem pertinente, mas que infelizmente passa despercebida pela maioria das pessoas.

Fui à casa de um amigo e ele me dizia que havia visto um gambá atravessando o muro de sua casa. Imediatamente ele apanhou uma pedra e jogou em direção ao bicho com o intuito de afugentá-lo.

Questionei com ele o porquê desta atitude hostil contra o animal e ele, por sua vez, me disse que tinha medo que o gambá entrasse dentro de sua casa já que gambá e rato são a mesma coisa, que assim como os ratos viviam nos esgotos e nos transmitiam doenças. Isso na cabeça dele! Que fique bem claro!

Fiquei assustado ao ouvi-lo, pois percebi o quanto a população é desinformada e carente de educação ambiental.
O gambá é um marsupial (provido de bolsa onde se processa grande parte do desenvolvimento dos filhotes) não um roedor. Pertence a família Didelphidae que engloba também as cuícas e catitas, onde nosso representante mais comum é o gambá-de-orelhas-pretas (Didelphis aurita), muito comum nas cidades. A outra espécie comum, o gambá-de-orelhas-brancas (Didelphis albiventris) é mais evidente nas matas. Animal topo de cadeia alimentar entre os pequenos mamíferos controla de certa forma a população de ratos no meio urbano. Além disso, comem insetos, controlando também as populações destes além de serem excelentes dispersores de sementes. São importantes, inclusive, regeneradores de áreas florestais degradadas.

São noturnos, podendo ser encontrados em árvores ou mesmo em forros de casa. Não a ponto de topar com um dentro de casa, caso raro!
Então, antes de alguém atirar uma pedra nesse bicho feio e asqueroso, achando que é um ratão lembrem-se da importância desse cara para o ambiente urbano. Até porque também o gambá não faz mal pra ninguém. Sendo assim, vem a importância da educação ambiental para que não cometamos mais injustiças e caminharmos para um mundo mais sustentável respeitando e entendendo o papel de cada ser na natureza, até mesmo em ambientes urbanos.

Gambá-de-orelhas-pretas (Didelphis aurita)

Gambá-de-orelhas-brancas (Didelphis albiventris)


Fernando Carvalho da Rosa - Biólogo

sábado, 13 de março de 2010

GEPB lança projeto de recuperação de áreas degradadas no bairro do Pedrão


O GEPB realizou, no dia 13/03/10, uma palestra de educação ambiental para apresentar aos moradores do bairro do Pedrão, em Pedralva-MG, o projeto de recuperação das encostas da estrada que liga o bairro à região. Estiveram presentes nessa palestra moradores do bairro, representante da Associação de Moradores e Amigos do Bairro do Pedrão, associados do GEPB e o prefeito Municipal de Pedralva, Antônio Eloísio Gomes, que reafirmou a parceria da Prefeitura nesse projeto.



Primeiramente, nossa presidente, Luiza, fez a apresentação do grupo e do projeto.



Logo depois, nosso vice-presidente, Luis Francisco, deu início as palestras falando sobre o processo de formação de erosão e fragilidade do solo.



Logo após, João Paulo explicou sobre exemplos de projetos de recuperação de áreas degradadas e incentivou a mobilização social para construção coletiva do projeto, dando ênfase ao feliz fato de tudo ter começado pela iniciativa da Associação de Moradores do bairro.


Para o encerramento do evento, o Dárcio, violeiro da cidade de Pedralva nos presenteou com uma bela apresentação de algumas músicas instrumentais, valorizando a nossa música regional. O Pedrock, emprestou o equipamento de som e o Órgão Municipal de Educação nos cedeu o equipamento de datashow. Agradeçemos imensamente aos parceiros.



Em 2009, o GEPB foi procurado pela presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro do Pedrão, Elza, que pediu nossa ajuda para recuperar as encostas das estradas do bairro. O GEPB foi atrás de alternativas e agora conta com a parceria também da Universidade Federal de Itajubá, além da parceria com a Prefeitura de Pedralva, como já foi dito acima.


quarta-feira, 3 de março de 2010

O GEPB se fez presente no "Workshop de Direcionamento Turístico do Circuito Caminhos do Sul de Minas", realizado no Nevada Clube em Maria da Fé-MG



Foram dois dias de encontro (02 e 03 de março) onde defendemos a sustentabilidade do turismo regional, dando ênfase ao potencial para o Montanhismo e Turismo de Aventura em nossa região. Defendemos também as bandeiras de nossa cidade, como por exemplo, o Pedrock, um dos eventos âncora de nossa região, além, é claro, de nossas belezas naturais de maior potencial para o rápido desenvolvimento turístico: serra da Pedra Branca, serra do Barreiro, pedra do Pedrão.



sábado, 20 de fevereiro de 2010

GEPB recepciona ONGs em encontro do GT-Sapucaí


No sábado, dia 20/02, o Grupo Excursionista Pedra Branca foi o recepcionista no primeiro encontro do GT-Sapucaí, após o Fórum de ONGs do Projeto "De Olho nos Olhos" realizado em 2009.
Foi com imenso prazer que o GEPB recebeu representantes do Clube Montês Itajubense e Grupo Dispersores para um dia super proveitoso, com uma caminhada ecológica na Serra do Barreiro, com direito a uma visita ao jardim de jequitibás da serra, um delicioso almoço e uma tarde de bate-papo para discutir futuras parcerias nos projetos em andamentos das ONGs participantes do GT-Sapucaí.


sábado, 30 de janeiro de 2010

Inauguração do Centro Social da Ecovila São Francisco

O GEPB esteve na inauguração do Centro Social da Ecovila São Francisco, localizada no bairro Pedra Batista em Pedralva-MG.


O projeto da Ecovila São Francisco conta com alguns membros do GEPB, além de grandes amigos sempre preocupados com o desenvolvimento sustentável.
O terreno fica aos pés de nosso símbolo, a serra da Pedra Branca. A princípio foi inaugurado o Centro Social Elisângela E. Alves, onde serão desenvolvidos projetos junto à comunidade do bairro Pedra Batista.
A empreitada contou com o apoio irrestrito do GEPB em suas atividades e, futuramente, serão estabelecidas parcerias entre as partes.
A construção do centro seguiu os preceitos da sustentabilidade em todas as suas fases.
No ato inaugural foi celebrado uma missa com a participação dos associados da ecovila, moradores da comunidade e convidados, incluindo o GEPB.




quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

ESTAMOS DE VOLTA!!!!!

O Grupo Excursionista Pedra Branca (GEPB), associação sem fins lucrativos, criada no ano de 1995, é uma ONG ambientalista que atua em Pedralva e região. Inicialmente, dedicava-se às atividades desportivas como montanhismo e escalada, tendo realizado diversas expedições à unidades de conservação e outros locais de relevante interesse para o turismo ecológico e de aventura. Naquele momento, os integrantes do grupo já demonstravam interesse pelas questões ambientais, nada mais óbvio, já que o grupo realizava atividades diretamente ligadas à natureza. Essa nova pauta levou o GEPB à luta pela preservação ambiental, em especial da Serra da Pedra Branca, que inspirou o nome do grupo, e a Pedra do Pedrão, local de grande potencial para o turismo de aventura. Entre as atividades realizadas pelo GEPB está a luta judicial contra a extração de rocha na Pedra do Pedrão. O GEPB também participou do Projeto Adote uma montanha, iniciativa da Federação de Escalada e Montanhismo de Minas Gerais (FEMEMG), adotando a Serra da Pedra Branca, onde realizou várias ações, como a denúncia no caso da pedra que foi rolada no Camelinho II, colocação de placas de educação ambiental e plantio de mudas de espécies nativas da nossa flora junto com alunos da Escola Estadual Comendador Mário Goulart Santiago. Realizou também várias palestras de educação ambiental, principalmente em escolas públicas, e pesquisas científicas. Em 1996, o GEPB foi reconhecido como de Utilidade Pública Municipal pela Câmara de Vereadores de Pedralva, Lei municipal 1.041. Mesmo tendo diminuído suas atividades, os integrantes do Grupo, individualmente, continuaram ativos nas questões relacionadas ao ambiente. Em 2009, o GEPB, após receber denúncias de seus integrantes, como o projeto de linha de transmissão da Cemig Distribuição S.A. que atravessará as Serras da Pedra Branca e do Barreiro, em áreas de preservação permanente e a derrubada de vegetação nativa nas obras da estrada Pedralva/Conceição das Pedras, sentiu a necessidade de voltar às atividades mais intensamente. Após algumas reuniões o grupo realizou no dia 27 de dezembro sua Assembléia Geral Ordinária, onde foram admitidos novos sócios, aprovadas alterações no estatuto e empossada nova diretoria, que, a partir de agora é composta pelas seguintes pessoas:

Presidente: Maria Luiza Rosa Bustamante
Vice-presidente: Luiz Francisco de Rosa Macedo
1º Secretário: Eduarda Fernandes dos Reis
2° Secretário: Tarcísio Bustamante Braga
1º Tesoureiro: Márcia Rosa Bustamante
2° Tesoureiro: Thaís Braga Gomes

É com imenso prazer que nós, do Grupo Excursionista Pedra Branca, anunciamos à comunidade pedralvense nosso retorno e nos colocamos à disposição para parcerias em projetos socioambientais, recebimento de denúncias sobre quaisquer atividades nocivas ao ambiente e promoção da educação ambiental.
Convidamos todos aqueles que se interessam pela causa ambiental a lutarem conosco pelo desenvolvimento sustentável de nosso município, se associando ao GEPB e participando de nossas atividades.

Contatos:
Endereço: Rua Dona Inácia Macedo, 132 – Centro - Pedralva-MG
Telefone: (35) 3663-1140
E-mail: gepedrabranca@gmail.com
Blog: www.grupoexcursionistapedrabranca.blogspot.com

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Obra da Cemig ameaça patrimônios naturais de nosso município

A Serra da Pedra Branca e a Serra do Barreiro são alguns dos poucos remanescentes da vegetação nativa em nosso município, Pedralva-MG. Como muitos sabem, são serras riquíssimas em biodiversidade faunística e florística, que servem como habitat de várias espécies ameaçadas de extinção, muitas delas já registradas. Além de proporcionar melhor qualidade de vida para a população local e regional, as duas serras possuem um enorme potencial para o desenvolvimento turístico regional. Porém, tudo isso está ameaçado. Há alguns meses, a Cemig Distribuição S.A entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Pedralva informando do projeto de linha de distribuição que liga Maria da Fé a São Gonçalo do Sapucaí, e que cortará a Serra da Pedra Branca e a Serra do Barreiro, em Pedralva. Através de um ofício, eles questionaram se a Prefeitura apresentaria algum impedimento em relação a esta obra. Sabendo que esta linha de transmissão é destinada para suprir as demandas da cidade de São Gonçalo do Sapucaí e não trará nenhum benefício para nós pedralvenses, não foi pedido nenhuma informação técnica e complementar e não foi solicitada a Cemig o contato inicial com os donos das propriedades atingidas, atitudes mínimas que deveriam ter sido tomadas pela Prefeitura. Diante disto, o Grupo Excursionista Pedra Branca entrou em contato com a Prefeitura Municipal, através de um ofício (Nº 001/2009, de 14/08/2009), solicitando ao Excelentíssimo Senhor Prefeito que sua posição em relação a esta obra fosse revista, uma vez que obras como esta causam grande impacto ambiental, pois envolvem, além do corte de árvores, a modificação do habitat de todos os animais que vivem na área afetada. Este pedido já foi aceito pelo Prefeito e um ofício já foi encaminhado a Cemig, contendo um pedido de reavaliação da informação prestada no primeiro contato.
A Cemig Distribuição S.A., em nenhum momento, entrou em contato com os proprietários das áreas atingidas. Simplesmente invadiu e cortou árvores de áreas destinadas a preservação permanente da biodiversidade (ver foto). Entramos em contato com o engenheiro responsável pela obra e fomos, num primeiro momento, muito bem recebidos. Mostrou interesse em nos receber para apresentarmos os problemas relacionados à obra. Porém, a empresa mudou de idéia. A reunião foi desmarcada e só seria remarcada depois que nós, do Grupo Excursionista Pedra Branca, apresentássemos um relatório ambiental das áreas atingidas e um projeto de desvio. Mas sabemos que relatórios ambientais e projetos de desvio despendem muito dinheiro, pois envolvem equipes multidisciplinares e vários dias de trabalho. E isto não é a nossa função, já que a Cemig possui uma “Política Ambiental” que se apóia em esforços relacionados à proteção do meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.
O Grupo Excursionista acionou a Polícia Ambiental e nenhuma ocorrência foi feita, pois se trata de uma obra pública. O Ministério Público também foi acionado, mas também só pode agir diante de uma denúncia. E os órgãos responsáveis por apurar as denúncias não agem como deveriam. Enquanto isso, apenas proprietários de terras particulares são denunciados diariamente por corte de árvores e desmatamento e são punidos com valores impagáveis para sua situação social, muitas vezes pelo simples fato de usar um guatambu (Aspidosperma parvifolium) para fazer cabo de enxada. Por isso, em se tratando de obras de utilidade pública, nossa luta é árdua. Obras assim não necessitam seguir os mesmos procedimentos adotados pelas demais obras causadoras de impacto durante o processo de licenciamento ambiental (vide Deliberação COPAM nº 423, de 14 de maio de 2009) e, portanto, o levantamento ambiental que deveria ser feito, muitas vezes não é, ou, quando feito, apresenta graves falhas. Porém, em um momento em que se fala tanto em preservação ambiental, será que apenas a florestas da Amazônia tem importância? E como fica nosso estado, nossa cidade e nossa população? Aqui, o maior devastador é o Estado. Se apoiando em obras de utilidade pública, o Governo do Estado, acaba com florestas nativas do Bioma da Mata Atlântica e do Cerrado, pensando apenas na economia da obra. E onde está o dinheiro economizado? Enquanto acabam com as florestas, fontes de uma vida saudável, a saúde pública continua precária e necessitando cada vez mais de investimentos.
O Grupo Excursionista Pedra Branca constatou, através de um pequeno estudo, que há vários outros possíveis trajetos, já devastados, que a Cemig poderia adotar. Podem ser trajetos mais dispendiosos, porém o prejuízo com a devastação dessas duas serras será bem maior, já que não é preciso muito para perceber a importância da Serra da Pedra Branca e da Serra do Barreiro para a preservação da fauna e flora encontradas na Mata Atlântica.
Diante de todos estes fatos, O Grupo Excursionista Pedra Branca já iniciou uma mobilização. Elaboramos um abaixo-assinado que será enviado à Prefeitura Municipal, solicitando ao Prefeito um apoio no pedido de desvio do trajeto da obra. O próximo passo será acionar os meios de comunicação locais e regionais, informando aos cidadãos a importância das duas serras, o perigo desta obra para a região e a falta de critério de nossas leis ambientais. Começamos pelo O Centenário, onde o público principal é o maior interessado. Desta forma, esperamos atingir o maior número de pessoas possível. Para isso precisamos do apoio de todos vocês.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

1° Encontro do projeto "De olho nos Olhos"

Foi com grande prazer que o GEPB participou do 1° Fórum do projeto "De Olho nos Olhos", dos nossos parceiros do Grupo Dispersores em Brasópolis-MG. O projeto busca unir as entidades ambientalistas da bacia do rio Sapucaí em torno de suas aspirações comuns e busca alavancar parcerias entre as partes.

Mais informações em: http://www.dispersores.org/